domingo, 5 de fevereiro de 2012

Welcome!


-Sou só eu ou realmente tá rolando uma super americanização estadunidense aqui?-

Cada um tem seu gosto e não discuto isso, mas tenho percebido uma crescente onda de fãs de superbow, que também adoram MMA desde criancinha, tem bola e luva de baseball em casa e todas suas roupas são da Hollister. Não comem no Mc Donalds pq são contra e bla bla bla, mas Burguer King pode!

Sua cantora favorita? Taylor Swift, Lady Gaga...
A banda pode ser de Maroon 5 a Red Hot, mas as atuais do Brasil são todas porcarias, e Legião? Ah, muito clichê, é quase como pedir para tocar Raul!

Não temos mais promoções, agora o shopping está em sale, e com tudo off, aproveitem! (ou melhor, enjoy!)

Tudo eh hype, in, cool, yeah, not!
Ou mais complexos como omg, wtf, lol...
Ou isso ou vc não passa de um Hipster...
Se bem que até pra isso você tem que ter um Rayban estiloso!

Não estou condenando, inclusive me enquadro em algumas situações citadas, mas parece que está acontecendo uma transformação meio forçada, e acabamos nos tornando meras caricaturas de americanos em uma comédia de baixo custo, e isso é o que me incomoda!

Estão confundindo ter personalidade e ser original com imitar quem parece ter. E na verdade estão todos iguais, pensando igual, se vestindo igual e fazendo igualmente as coisas que seriam as "coisas diferentes"! Não busque personalidade, originalidade e atitude, apenas seja. É bem mais fácil. E nada é tão original.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Let's joke


Poesia marginal, a que fala do cotidiano.


Let's joke

Conversei com seu Aluizio
O de azevedo?
Não, não é o da pensão!

Digo o da casa
Aquela casa é como minha,
Nem muda a cor.
Verde
Verdi, minha sina.

Patriotismo ou não
O amarelo se mistura
Naquela loira bem gelada
Chiii ell é uma loucura

A filosofia está ao lado
No prédio mais antigo
Nós lá vamos conversar
Sobre o seu Aluizio

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Your time is running OUT!















































and I'm counting the hours...

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Caderno de frustrações


A reflexão sobre aquilo que te incomoda, te incomoda mais de uma vez, algo ao qual não se possui nenhum poder de mudança.
Talvez falte compreenção, entendimento, sobre tal. Uma frustração.
Você discorda, se indigna, pensa, pensa muito.
Você age? Toma alguma atitude a respeito?
Não.
Anote no seu caderninho de frustrações, feche ele, cheveie bem e guarde na última gaveta!
Siga sua vida, e não pense mais nisso. Ou, se pensar, tire o caderninho da gaveta, releia o que escreveu e sinta uma certa melancolia, uma falta daquilo que nunca teve, ou fez.


Elegia a Um Tucano Morto

O sacrifício da asa corta o voo
no verdor da floresta.
Citadino
serás e mutilado,
caricatura de tucano
para a curiosidade de crianças
e a indiferença de adultos.
Sofrerás a agressão de aves vulgares
e morto quedarás
no chão de formigas e de trapos.

Eu te celebro em vão
como à festa colorida mas truncada
projeto da natureza interrompido
ao azar de peripécias e viagens
do Amazonas ao asfalto
da feira de animais.
Eu te registro, simplesmente,
no caderno de frustrações deste mundo
pois para isto vieste:
para a inutilidade de nascer.

CDA

terça-feira, 20 de setembro de 2011

E agora, Isabel?


E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Msn news também é cultura!

Esses dias eu descobri a existencia uma pesquisa cientifica na qual é comprovado que a ação de fazer xixi no box, durante o banho, é ecologicamente correta, e além disso, previne frieras!

Logo pensei comigo mesma, sou, de fato, uma visionária! Estou a frente do meu tempo!

Sempre fiz xixi no box!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011


“Ando angustiada demais, meu amigo, palavrinha antiga essa, angústia, duas décadas de convívio cotidiano, mas ando, ando, tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com essas história de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, nunca tive porra de ideal nenhum, só queria era salvar a minha, veja só que coisa mais individualista, elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara.”

Pra variar,

Caio Fernando Abreu,

mais uma vez. Vicio maldito!
 
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